NOVO NOVO NOVO NOVO NOVO
O
QUE FICA E O QUE PARTE
A constelação familiar espiritual –
Congresso em Reit im Winkl, Alemanha
14 a 17 de dezembro de 2006
O QUE FICA
Tudo aquilo que fica, fica por um tempo. Muitas vezes, nos alegramos
que fique porque nos faz bem e nos presenteia com algo.
Por isso, nos alegramos quando as pessoas que amamos
ficam, e nos alegramos com um sucesso que fica.
Contudo, ninguém e nada permanecem por si mesmo. Nós mesmos
precisamos fazer algo para que fique. Fica, se fizermos algo com ele.
Curiosamente, fica por mais tempo se o multiplicamos. Permanece, quando
algo é acrescentado continuamente. Por isso, o que fica está simultaneamente
em movimento.
Permanece, se nós também expandirmos com ele. Assim, uma árvore
permanece enquanto cresce. Assim, o amor permanece enquanto cresce, enquanto
continua dando mais e recebendo mais.
O que acontece com aquilo que parte? Parte porque terminou,
porque não cresce e não se expande mais. Parte, porque
precisa ceder espaço ao novo que se expande.
Assim também acontece com aquilo que ainda permanece, porque ainda
está crescendo. Aquilo que fica termina no momento em que não
cresce mais.
O que acontece com o espírito? O que acontece com o movimento
do espírito? Ele sempre fica porque não chega a nenhum
fim.
O movimento do espírito também deixa algo para trás
por continuar infinitamente? Ou inclui o anterior no movimento seguinte
de modo que continue dentro dele, de uma nova maneira? Por isso, o que
fica agora também parte após um tempo para que fique de
uma outra forma. Permanece, na medida em que caminha para frente.
A DIFERENCIAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
As diferentes consciências
são campos espirituais. A primeira delas, a consciência
pessoal, é estreita e tem o seu alcance limitado. Através
de sua diferenciação entre o bom e o mau reconhece o pertencer
só de alguns e exclui outros.
A segunda, a consciência coletiva, é mais ampla. Também
defende os interesses dos que foram excluídos pela consciência
pessoal. Por isso, está freqüentemente em conflito com a
consciência pessoal. Contudo, essa consciência também
tem um limite porque abrange somente os membros dos grupos que dependem
dela.
A terceira, a consciência espiritual, supera os limites das outras
consciências que colocam limites através da diferenciação
entre bom e mau e da diferenciação entre pertencimento
e exclusão.
A CONSCIÊNCIA PESSOAL
O vínculo
Vivenciamos essa consciência estreita como boa e má consciência.
Sentimo-nos bem quando temos boa consciência e mal quando temos
má consciência.
O que acontece quando temos uma boa consciência e o que acontece
quando temos uma má consciência? O que precede à boa
e à má consciência para que sintamos uma boa ou uma
má consciência?
Se observarmos exatamente, quando temos uma boa consciência e quando
temos uma má consciência, podemos perceber que ficamos com
má consciência quando pensamos, sentimos e fazemos algo
que não está em sintonia com as expectativas e as exigências
das pessoas e grupos aos quais queremos pertencer e que freqüentemente
também precisamos pertencer. Isso significa que nossa consciência
vela para que fiquemos conectados com essas pessoas e grupos. Percebe,
de imediato, se nossos pensamentos, desejos e ações colocam
em perigo nossa ligação e nosso pertencer a essas pessoas
e grupos. Quando a nossa consciência percebe que nos afastamos
dessas pessoas e grupos através de nossos pensamentos, sentimentos
e ações, ela reage com o sentimento de medo de perdermos
nossa ligação com essas pessoas e grupos. Sentimos esse
medo como má consciência.
Inversamente, quando pensamos, desejamos e agimos de
uma forma que nos movimentamos em sintonia com as expectativas
e exigências
dessas pessoas e grupos, sentimo-nos pertencentes e temos a certeza de
podermos pertencer. O sentimento de termos assegurado o nosso pertencer,
sentimos como benéfico e bom. Não precisamos ficar preocupados
de sermos cortados, de repente, por essas pessoas e grupos e nos experimentarmos
sós e sem proteção. Sentimos como boa consciência,
o sentimento seguro de podermos pertencer.
A consciência pessoal nos liga, portanto, a pessoas e grupos que
são importantes para o nosso bem-estar e nossa vida. Contudo,
porque essa consciência nos liga somente a determinadas pessoas
e grupos e, simultaneamente, exclui outros, é uma consciência
estreita.
Essa consciência nos foi de suma importância quando crianças.
As crianças fazem de tudo para poderem pertencer, pois sem essa
ligação e sem esse direito de pertencer estariam perdidas.
A consciência pessoal assegura nossa sobrevivência junto às
pessoas e grupos que são importantes para a mesma. Por isso, a
sua importância só pode ser altamente apreciada. Vemos também
a importância que a consciência pessoal ocupa na nossa sociedade
e cultura.
Bom e mau
Neste contexto podemos observar que as diferenciações que
fazemos entre bom e mau são diferenciações dessa
consciência. Elas estabelecem em que medida algo assegura o nosso
pertencer e em que medida isso o coloca em perigo.
O que assegura o nosso pertencer, vivenciamos como
bom. Vivenciamos isso como bom através da boa consciência
sem que precisemos refletir muito se é realmente bom quando observado
mais exatamente a uma certa distância, ou se isso pode ser até ruim
para outros. Aqui o denominado bom é somente sentido, é sentido
como algo bom.
Portanto, sentimos e defendemos o bom, de modo irrefletido,
como bom, mesmo que para um observador que está fora desse campo
espiritual pareça ser algo estranho que coloca mais em perigo
a vida de muitos do que a serviço.
Evidentemente que o mesmo é válido para o mau. Contudo,
sentimos o mau mais fortemente do que o bom, porque está ligado
ao medo de que percamos o pertencer e, ao mesmo tempo, também
nosso direito de viver.
A diferenciação do bom e do mau serve, portanto, à sobrevivência
dentro do próprio grupo. Serve à sobrevivência do
indivíduo no seu grupo.
A CONSCIÊNCIA COLETIVA
Atrás da consciência que sentimos ainda atua uma outra consciência. É uma
consciência poderosa muito mais forte no seu efeito do que a consciência
pessoal. Entretanto, em nossos sentimentos nos é relativamente
inconsciente. Por que? Porque nos nossos sentimentos a consciência
pessoal tem precedência em relação a essa consciência.
A consciência coletiva é uma consciência grupal. Enquanto
que a consciência pessoal é sentida por cada indivíduo
e está a serviço do seu pertencer e da sua sobrevivência
pessoal, a consciência coletiva tem em seu campo de visão
a família e o grupo como um todo. Está a serviço
da sobrevivência do grupo inteiro, mesmo que para isso alguns precisem
ser sacrificados. Está a serviço da totalidade desse grupo
e das ordens que asseguram a sua sobrevivência da melhor forma
possível.
Quando o interesse de cada indivíduo se contrapõe ao interesse
de seu grupo, a consciência pessoal também se contrapõe à consciência
coletiva.
A totalidade
A consciência coletiva está a serviço de que ordens, e
como as impõe?
A primeira ordem, a qual essa consciência serve, é: todo membro
de uma família tem o mesmo direito de pertencer. Se um membro for excluído,
não importam quais sejam os motivos, mais tarde, um outro membro precisa
representar a pessoa excluída.
A consciência coletiva se mostra, comparada à consciência
pessoal como imoral ou amoral. Isso significa que não diferencia entre
bom e mau nem entre culpado e inocente. Por outro lado, protege todos da mesma
forma. Quer proteger o seu direito de pertencer ou reestabelecê-lo se
isso lhe for negado.
O que acontece quando esse direito é negado a um membro familiar? De
certa forma, ele é reconduzido ao grupo por essa consciência,
na medida em que outro membro dentro da família precisa representá-lo,
sem que esteja consciente disso.
Como essa volta se mostra? Um outro membro familiar assume o destino
da pessoa excluída, representando-a. Ele pensa como essa pessoa excluída,
tem sentimentos semelhantes, vive de forma semelhante, fica doente de forma
semelhante, até mesmo morre de forma semelhante. Esse membro familiar
está, dessa forma, a serviço da pessoa excluída e representa
os seus direitos. É apossada, por assim dizer, pela pessoa excluída,
entretanto, sem se perder a si mesmo. Quando a pessoa excluída recupera
o seu lugar, esse membro familiar se libera dessa pessoa.
Não é que a pessoa excluída queira que seja representada
dessa forma, embora isso também aconteça algumas vezes, se ela
deseja algo de mau para alguém da família. Em primeira instância, é essa
consciência que atua e deseja a representação e o emaranhamento.
Ela quer reestabelecer a totalidade do grupo.
O instinto
Aqui, existe o perigo que nós imaginemos essa consciência como
uma pessoa, como se ela tivesse metas pessoais e as seguisse após reflexões
profundas.
Essa consciência atua como um instinto. Um instinto grupal que quer somente
uma coisa: salvar e reestabelecer a totalidade. Por isso é cego na escolha
de seus meios.
O pertencimento para além da morte
Podemos reconhecer as pessoas que são influenciadas e impulsionadas
por essa consciência, quando são atraídas ou não
para representar membros familiares excluídos. Nesse sentido, precisamos
considerar que ninguém perde o seu direito de pertencer através
de sua morte. Isso significa que os membros familiares mortos da família
são tratados por essa consciência da mesma forma que os vivos.
Ninguém é separado de sua família através de sua
morte. Ela abrange igualmente seus membros familiares vivos e mortos. Essa
consciência também quer trazer de volta os membros mortos para
a família, se foram excluídos, sim; principalmente estes. Portanto,
isso significa que alguém, com efeito, perde a sua vida através
de sua morte, contudo nunca o seu pertencimento.
Quem pertence?
Agora está na hora de eu enumerar quem pertence à família
que é abrangida e conduzida por uma consciência coletiva comum.
Vou começar com os que nos estão mais próximos:
Aos membros familiares que estão sujeitos a essa consciência,
pertencem:
1. Os filhos. Portanto, nós e nossos irmãos e irmãs. Aos
nossos irmãos pertencem também os natimortos, também os
irmãos que foram abortados e freqüentemente também os abortos
espontâneos. Justamente aqui existe freqüentemente a idéia
de que podemos excluí-los. Também fazem parte os filhos que foram
ocultos e dados.
Para a consciência coletiva todos eles fazem parte completamente, são
lembrados por ela e trazidos de volta à família. Eles são
trazidos de volta cegamente, sem levar em consideração justificativas
e desejos.2. No nível superior aos filhos fazem parte seus pais e seus
irmãos biológicos. Aqui também todos seus irmãos
e irmãs, como eu já enumerei antes para os filhos.
Também os parceiros anteriores dos pais fazem parte. Se são rejeitados
ou excluídos, mesmo que estejam mortos, serão representados por
um dos filhos, até que sejam lembrados e reconduzidos à família
com amor.
Só o amor libera
Agora gostaria de interromper a enumeração e falar como os excluídos
podem ser trazidos de volta. Só o amor é capaz disso.
Que amor? O amor preenchido. Ele é sentido como dedicação
ao outro, como ele é. Ele é também sentido como luto pela
perda. É sentido especialmente como dor por aquilo que porventura fizemos
de mal para o outro.
Sentimos também se esse amor alcança o outro, se o reconcilia,
se o deixa em paz, se ele assume o seu lugar, permanecendo nele. Então
essa consciência coletiva também encontra a paz.
Aqui nós vemos que essa consciência está a serviço
do amor, a serviço do mesmo amor por todos que fazem parte dessa família.
Quem
pertence ainda à família?
Agora vou continuar com a enumeração de quem pertence à família,
porque eles também são abrangidos e protegidos por essa consciência.3.
No próximo nível superior fazem parte os avós, mas sem
seus irmãos, a não ser que eles tenham tido um destino especial.
Os parceiros anteriores dos avós também fazem parte.
4. Também fazem parte um ou outro dos bisavós, mas isso é raro. Até agora enumerei sobretudo os parentes consangüíneos,
e ainda os parceiros anteriores dos pais e dos avós.
5. Além disso, também faz parte de nossa família aqueles
que através de sua morte ou destino, a família teve uma vantagem.
Por exemplo, através de uma herança considerável. Também
fazem parte aqueles que a custa de sua saúde e vida a família
enriqueceu.
6. Nesse contexto fazem parte de nossa família também aqueles
que foram vítimas de atos violentos através de membros de nossa
família, especialmente aqueles que foram assassinados. A família
precisa olhar também para eles, com amor e dor.
7. Por último, algo que para alguns pode ser um desafio. Se membros
de nossa família foram vítimas de crimes, principalmente se perderam
a vida, os assassinos também fazem parte de nossa família. Se
foram excluídos ou rejeitados, serão também representados
por membros familiares sob a pressão da consciência coletiva.
Talvez possa aqui chamar a atenção de que tantos os assassinos
se sentem atraídos para suas vítimas como também as vítimas
para seus assassinos. Ambos se sentem totalmente inteiros quando se encontram.
A consciência coletiva também não faz diferenciações
aqui.
O equilíbrio
Antes de continuar, quero dizer algo sobre o equilíbrio nessas duas
consciências. A necessidade do equilíbrio entre o dar e o tomar
e entre o lucro e a perda é também um movimento da consciência.
A consciência pessoal que sentimos como boa e má consciência
e como culpa e inocência, vela sobre o equilíbrio com sentimentos
semelhantes, portanto também com sentimentos de culpa e inocência
e com o sentimento de uma boa e má consciência. Só que
aqui sentimos a culpa e a inocência de um forma diferente.
A culpa aqui é sentida como dever, quando eu recebo algo ou tomei algo,
sem devolver com algo equivalente. A inocência aqui é sentida
como estar livre de um dever. Temos esse sentimento de liberdade quando tomamos
e também damos, de uma forma que o dar e o tomar esteja equilibrado.
Aqui devo ainda acrescentar que podemos alcançar o equilíbrio
também de uma outra forma. Ao invés de devolver com algo equivalente,
como não podemos algumas vezes, por exemplo perante nossos pais, podemos
também passar adiante algo equivalente. Por exemplo aos nossos filhos.
A
expiação
Nós equiparamos através do sofrimento. Isso também é um
movimento da consciência. Se causamos sofrimento a alguém, também
queremos sofrer para equilibrar e depois do sofrimento temos novamente uma
boa consciência.
Essa forma de equilíbrio conhecemos como expiação. Entretanto,
devemos observar aqui que é uma auto-necessidade, porque ela não
pode realmente dar algo para o outro, e equilibrar com isso. Contudo, através
dessa expiação o outro freqüentemente não se sente
mais sozinho em seu sofrimento.
Esse maneira de equilibrar tem pouco ou nada a ver com o amor. É antes
de mais nada, instintivo e cego.
A vingança
Temos a necessidade do equilíbrio quando alguém nos fez
algo de mau. Então queremos também fazer algo de mau a
ele. Aqui a necessidade de equilíbrio se transforma em uma necessidade
de vingança. Entretanto, a vingança equilibra apenas no
momento, porque ela desperta em todos os envolvidos outras necessidades
de vingança, prejudicando-os no final.
A cura
Também na consciência coletiva existe o movimento de equilíbrio,
contudo, está amplamente oculta de nossa consciência. Quem
precisa representar um excluído, não sabe que está equilibrando.
O equilíbrio é aqui o movimento de um todo superior que
equipara impessoalmente porque aqueles que são atraídos
para equilibrar são inocentes, no sentido da consciência
pessoal.
Podemos comparar essa forma de equilíbrio a um processo de cura.
Aqui também algo que foi ferido é reestabelecido sob a
influência de poderes superiores. A consciência coletiva
quer reintroduzir algo que foi perdido e dessa forma trazer novamente
a ordem em tudo e curar.
A hierarquia Volto a falar das ordens da consciência coletiva e direi algo sobre
a segunda ordem, que está a serviço da consciência
e que tenta restaurá-la, quando foi ferida.
Essa ordem exprime que cada indivíduo de um grupo deve e precisa assumir
o lugar que lhe pertence de acordo com a sua idade. Isso significa que aqueles
que vieram antes, têm precedência em relação aos
que vieram mais tarde. Por isso, os pais têm precedência em relação
aos filhos, e o primeiro filho tem precedência em relação
ao segundo. Portanto, cada um tem o seu próprio lugar que pertence somente
a ele. No decorrer do tempo ele se desloca dentro da hierarquia de baixo para
cima, até que cria sua própria família e nela assume imediatamente
com seu parceiro o primeiro lugar.
Aqui se impõe uma outra ordem de hierarquia, uma heirarquia entre as
famílias, por exemplo, entre a família de origem e a própria
família nova. Aqui a nova família tem primazia perante a antiga.
Esta ordem também é válida se um dos pais inicia, durante
o casamento, um relacionamento com um outro parceiro, do qual nasce uma criança.
Com isso ele cria uma nova família que tem prioridade em relação à primeira.
A família posterior não anula o vínculo com a anterior,
assim como a família nova não anula o vínculo com a família
de origem. Contudo, ela tem prioridade em relação à anterior.
1. A violação da hierarquia e suas conseqüências
A hierarquia é violada quando alguém que veio mais tarde
quer assumir uma posição superior a daquela que lhe cabe
de acordo com a ordem hierárquica. Essa violação
da ordem hierárquica é, na verdade, como se sabe, um orgulho
que precede a queda.
As violações mais freqüentes da hierarquia observamos
nas crianças. Em primeiro lugar quando se elevam acima de seus
pais. Por exemplo, quando se sentem melhores que os seus pais e se comportam
de forma correspondente. Isso é uma violação da
hierarquia sem amor.
Essa hierarquia é principalmente violada quando a criança
quer assumir algo pelos pais. Por exemplo, quando ficam doentes no lugar
deles e querem morrer. Aqui a hierarquia é violada com amor. Entretanto,
esse amor não protege a criança das conseqüências
da transgressão da ordem.
O que existe de trágico nisso é que a criança transgride
a ordem de boa consciência. Isso significa, sob a influência
da consciência pessoal a criança se sente especialmente
inocente e boa, através dessa transgressão. Isso também
significa que com isso também se sente pertencente de uma forma
especial.
Portanto, aqui essas duas consciências se opõem. A hierarquia,
que impõe e protege a consciência coletiva, é violada
em sintonia com a consciência pessoal. Nesse sentido ela é conscienciosa.
Aqui a consciência pessoal impele alguém a transgredir essa
ordem e sofrer as consequências dessa transgressão.
Quais são as conseqüências dessa transgressão?
A primeira conseqüência é o fracasso. A pessoa que
se eleva em relação aos pais, seja sem amor ou com amor,
fracassa. Isso é válido não tão somente dentro
da família, mas também em outros grupos, por exemplo, em
organizações.
Muitas organizações fracassam através de conflitos
internos, nos quais uma pessoa que é admitida depois ou um departamento
que é criado posteriormente se eleva, dentro da hieraquia, em
relação a um anterior que tem precedência.
Na verdade, o fracasso, como conseqüência da violação
da hierarquia é a morte. O herói trágico quer assumir
algo por aqueles que lhe precedem. Contudo, ele não apenas fracassa,
ele morre.
Vemos algo semelhante com as crianças, que carregam e querem assumir
algo pelos pais. Elas lhes dizem internamente: “Melhor eu do que
você.” O que realmente está contido nisso? Significa,
por fim: “Eu morro no seu lugar.”
A hierarquia é a ordem da paz. Ela está a serviço
da paz na família e no grupo. Ela está, no final, a serviço
do amor e da vida.
O alcance
Até que ponto a consciência coletiva alcança? Somente
os mortos que conhecemos pertencem? Ou essa consciência quer trazer
de volta também os excluídos de muitas gerações
anteriores? Talvez até nós, como éramos em uma vida
anterior? Talvez até esteja a serviço de um movimento cósmico
para o qual nada pode ficar perdido, nada que tenha existido? Nós
também violamos essa hierarquia através de nossa crença
de progresso como se nós fôssemos melhores do que nossos
antepassados? Como se fôssemos superiores a eles?
O que acontece conosco se nos colocarmos internamente
no nosso lugar adequado, humildemente no último lugar?
Se nós incluirmos no nosso presente todos aqueles que foram excluídos,
não importam quais os motivos e aqueles que precisaram morrer
antes de ter cumprido o seu tempo total, com aquilo que ainda lhes falta,
então não estaremos também completos com eles?
A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL
A consciência espiritual reage a que? Ela responde
a um movimento do espírito, aquele espírito
que movimenta tudo, se movimenta e que movimenta
tudo de uma forma criativa. Tudo está submetido
a esse movimento, não importando se isso seja
ou não o nosso desejo, não importando
se nos submetemos ou resistimos a ele. A pergunta é apenas,
se nós nos percebemos em sintonia com esse
movimento, se nós nos submetemos a ele de
boa vontade e permanecemos em sintonia com ele, de
maneira sábia. Quer dizer, se nós somente
nos movimentamos, pensamos, sentimos e agimos até o
ponto em que percebemos que estamos sendo conduzidos,
levados e movimentados por ele.
O que acontece conosco quando sabemos estar em sintonia
com esse movimento? O que acontece conosco quando
talvez o nosso desejo seja o de nos afastarmos desse
movimento porque a sua reivindicação
nos pareça ser grande demais, nos provocando
medo? Experimentamos aqui, em relação à consciência
espiritual, aquilo que podemos comparar com a consciência
pessoal.
Se experimentamos estar em sintonia com os movimentos
do espírito, nos sentimos bem. Sobretudo,
nós nos sentimos calmos e sem preocupações.
Sabemos do nosso próximo passo e temos a força
de dá-lo. Isso seria, por assim dizer, a boa
consciência espiritual.
Como em relação à consciência
pessoal aqui também sabemos imediatamente
se estamos em sintonia. Contudo, esse conhecimento
aqui é espiritual. A boa consciência é a
entrega sábia a um movimento espiritual.
O que é, sobretudo, esse movimento espiritual? É um
movimento de dedicação a tudo, assim
como é, que está de acordo com a dedicação
do espírito a tudo, assim como é.
Como é que experimentamos então uma
má consciência espiritual, aqui novamente
de modo análogo ao sentimento de culpa da
consciência pessoal? Como sentimos a má consciência
espiritual? Nós a sentimos como inquietação,
como bloqueio espiritual. Nós não nos
conhecemos mais, não sabemos o que podemos
fazer e nos sentimos sem força.
Quando é que temos sobretudo uma má consciência
espiritual? Quando nos desviamos do amor espiritual.
Por exemplo, quando excluímos alguém
de nossa dedicação e de nossa benevolência.
Nesse momento, perdemos a sintonia com o movimento
do espírito. Estamos entregues a nós
mesmos e temos uma má consciência.
Contudo, como na consciência pessoal, a má consciência
também está aqui a serviço da
boa consciência. Ela nos reconduz através
de seu efeito para a sintonia com os movimentos do
espírito, até que fiquemos novamente
calmos e nos tornemos um com o seu movimento de dedicação
e amor por todos e por tudo, assim como é.
AS DIFERENTES CONSCIÊNCIAS E
AS CONSTELAÇÕES FAMILIARES
Quando alguém quer entender e solucionar um
problema pessoal com a ajuda das constelações
familiares, um problema de relacionamento com um parceiro
ou na família com uma criança, reconhecemos
imediatamente, qual é a consciência que
esse problema provoca e conserva, e o que esses problemas
exigem de cada indivíduo e de sua família
para uma solução. Aqui precisamos ver
as diferentes consciências unidas umas às
outras no sentido de que todas estão a serviço
de nossas relações. Elas são erigidas
umas sobre as outras e se complementam, de forma que
precisamos ver um problema e a sua solução
relacionadas a várias consciências e por último,
a todas.
Por exemplo, se alguém pede a nossa ajuda, podemos
reconhecer imediatamente, quais as consciências
que estão envolvidas no seu problema e de que
forma, e quais as soluções que estão
disponíveis.
Inversamente, se um ajudante tem um problema com um
cliente, ele pode se perguntar, quais as consciências
relativas a ele que estão envolvidas nesse problema
e o que elas também lhe oferecem como solução.
A consciência espiritual
Em primeiro lugar, observo aqui as Constelações Familiares
partindo do fim do caminho percorrido por elas, portanto, do ponto de
vista da consciência espiritual. Em retrospectiva ao caminho percorrido
até agora, reconhecemos de forma mais clara o significado das
outras duas consciências. Reconhecemos também onde é que
chegam aos seus limites. A consciência espiritual nos conduz para
além desses limites.
A diferenciação das consciências
O que diferencia sobretudo as diferentes consciências, e o que
lhes impõe limites? É o alcance de seu amor.
A consciência pessoal está a serviço do vínculo
a um grupo limitado, exclui outros que não pertencem a esse grupo.
Não une somente, também separa. Não ama somente,
também rejeita.
A consciência coletiva vai para além da consciência
pessoal, pois também ama aqueles que foram rejeitados e excluídos
dentro da família e dentro de grupos similares pela consciência
pessoal. A consciência coletiva quer também trazer de volta
os excluídos, para que possam fazer parte novamente. Por isso,
o seu amor vai além. Não exclui ninguém.
Contudo, em seu campo de visão não tem tanto o bem-estar
de cada um. Senão, não poderia obrigar um inocente que
não estava envolvido na exclusão, a representar um excluído,
embora com isso lhe imponha algo pesado. Aqui se mostra que essa consciência
não é pessoal, mas coletiva, que deseja principalmente
a totalidade e a ordem em um grupo.
Os movimentos do espírito, ao contrário, se dedicam igualmente
a todos. Quem entra em sintonia com os movimentos do espírito
não pode fazer de outra forma a não ser se dedicar igualmente
a todos com benevolência e amor, não importando qual seja
o seu destino. Este amor não conhece fronteiras. Supera as diferenciações
entre o melhor ou o pior e entre o bom e o mau. Por isso, supera os limites
da consciência pessoal e os limites da consciência coletiva.
Está dedicado de forma igual a cada um e a todos em sua família
e nos outros grupos dos quais faz parte.
A consciência espiritual vela sobre este amor. Entra em jogo, quando
nós nos desviamos dela.
As Constelações Familiares
Espirituais
O que isso significa para as constelações familiares? Como
esse amor se mostra nas constelações familiares?
Em primeiro lugar, chamo a atenção para o fato de que os
movimentos do espírito nas constelações familiares
se manifestam de uma forma expressiva. Eles são vivenciados e
se tornam visíveis através dos representantes, igualmente
para aqueles que observam esses movimentos. Isso significa que os movimentos
do espírito são percebidos, em primeiro lugar pelos representantes
e através deles também por aqueles que observam esses movimentos
e talvez eles mesmos sejam atraídos e capturados por eles.
Por isso, o procedimento das constelações familiares espirituais é um
outro, diferente daquele que muitas pessoas associam a elas. Aqui não
se coloca mais a família de forma que alguém escolhe de
um grupo, representantes para os diversos membros da sua família
e depois os coloca num espaço uns em relação aos
outros. Aqui se coloca somente uma pessoa, por exemplo, o cliente ou
um representante para ele, e talvez ainda uma segunda pessoa, por exemplo,
seu parceiro. Contudo, não que este seja colocado no sentido habitual
em relação ao outro. Ele também é apenas
colocado, por exemplo, a uma certa distância em sua frente. Aqui
não existem regras e intenções. O cliente ou seu
representante e as outras pessoas adicionais são apenas colocadas.
De repente, são apanhados por um movimento sem que possam conduzi-lo.
Esse movimento vem de fora, embora também seja vivenciado como
se viesse de dentro. Isso significa que essas pessoas vivenciam estar
em sintonia com um movimento que coloca algo em movimento através
delas. Entretanto, isso acontece somente se ficarem concentrados, sem
intenções próprias e sem medo daquilo que talvez
se mostre. Tão logo entrem em jogo as próprias intenções,
por exemplo, a intenção de ajudar alguém ou o medo
daquilo que possa vir à luz e para onde isso talvez vá conduzir,
a ligação com os movimentos do espírito se perde.
Também o centramento dos observadores se perde. Por exemplo, ficam
inquietos.
Após um certo tempo, através dos movimentos dos representantes é revelado
se é necessário ainda acrescentar uma outra pessoa. Por
exemplo, quando um deles olha para o chão, isso significa que
está olhando para uma pessoa morta. Então se escolhe um
representante e ele é solicitado a se deitar no chão de
costas em frente ao outro. Se um representante olha intensamente para
uma direção, coloca-se alguém em frente a ele, para
onde está olhando.
Os movimentos dos representantes são bem lentos. Tão logo
uma pessoa se movimente depressa, está sendo movido por uma intenção
e não está mais em sintonia com os movimentos do espírito.
Ele não está mais centrado e não é mais confiável,
precisamos substituí-lo por um outro representante.
Sobretudo o constelador precisa abster-se de suas intenções
e interpretações. Ele também se deixa ser apanhado
pelos movimentos do espírito. Isto é, ele só age,
deixando ser movimentado claramente para um próximo passo ou para
uma frase, que ele mesmo diz ou deixa que um representante a diga.
Além disso, recebe continuamente através dos movimentos
dos representantes indicações daquilo que está acontecendo
dentro deles e para onde os seus movimentos conduzem ou devem conduzir.
Por exemplo, quando um representante se afasta do representante
de uma pessoa morta que está deitada à sua frente ou quer
se virar, o constelador interfere, depois de um certo tempo e o conduz
de volta. Contudo, não de uma forma que, ao seguir esse procedimento,
o constelador deva deixar tudo ao critério dos movimentos dos
representantes. Ele está, como eles, a serviço dos movimentos
do espírito e os segue, muitas vezes irresistivelmente, quando
interfere de uma determinada forma ou diz algo.
No final para onde conduzem esses movimentos do espírito? Eles
unem o que antes estava separado. São sempre movimentos do amor.
Esses movimentos não precisam ser levados sempre até o
fim. É o suficiente quando fica visível para onde conduzem.
Por isso, essas constelações muitas vezes permanecem incompletas
e abertas. É o suficiente que tenham entrado em movimento. Nós
precisamos confiar que elas prosseguirão. Pois estes movimentos
não mostram apenas algo, por exemplo, a solução
para um determinado problema. Eles já são os movimentos
de cura decisivos, e como a cura, precisam, via de regra, também
o seu tempo. São o início de um movimento de cura.
As constelações familiares em sintonia com os movimentos
do espírito pressupõem que sobretudo o constelador permaneça
em sintonia com esses movimentos. Isto é, que em primeiro lugar
permaneça dedicado a todos com o mesmo amor, para além
dos limites da diferenciação entre o bom e o mau. Ele só pode
fazer isso, se tiver aprendido a prestar atenção aos movimentos
do espírito dentro de si, de forma que percebe imediatamente quando
se desviou do amor. Por exemplo, quando quer internamente atribuir a
culpa a um acontecimento ou quando tem pena da pessoa por aquilo que
ela precisa sofrer. Desvios desse amor vivenciamos conosco continuamente.
Entretanto, nós seremos reconduzidos à sintonia com o seu
movimento do amor por tudo aquilo, assim como é, depois que tivermos
aprendido a prestar atenção aos movimentos da consciência
espiritual e nos sujeitarmos à sua disciplina.
A consciência
pessoal
Os limites mais estreitos contra o amor são traçados pela
consciência pessoal. Pois as nossas diferenciações
usuais entre o direito de pertencer ou a sua perda são determinadas
e aprovadas por essa consciência.
É
evidente que essa diferenciação tem um significado importante
para a nossa sobrevivência, não podendo ser substituída
por nada, dentro de determinados limites.
Essa consciência coloca seus limites principalmente em relação às
crianças. Para as crianças, a realização
das formas de pensamento e comportamento exigidas por essa consciência é importante
para a sua sobrevivência, inclusive a desconfiança em relação àqueles
que seguem uma outra consciência pessoal, porque estão ligadas
a um outro grupo, rejeitando-os e lutando contra eles.
Essa consciência, como uma boa consciência, por um lado,
possibilita e assegura a sobrevivência; por outro lado, a coloca
em perigo logo que o nosso grupo entra em conflito com outros, estabelecendo
disputas mortais com eles.
Na consciência pessoal também reside a necessidade do equilíbrio.
Essa necessidade é um movimento da consciência, pois temos
uma boa consciência, quando devolvemos algo equivalente àqueles
que nos deram algo, de forma que exista um equilíbrio entre o
dar e o receber. Temos também a mesma boa consciência quando
não podendo devolver algo equivalente, transmitimos a outros algo
equivalente.
Em conformidade com isso temos uma má consciência, quando
recebemos sem dar algo equivalente ou quando fazemos exigências
que não nos competem.
Aqui também a consciência pessoal tem uma tarefa fundamental
a serviço de nossas relações. Sim, essa necessidade é que
torna isso possível. Essa necessidade também está a
serviço de nossa sobrevivência, entretanto apenas dentro
de determinados limites.
Em sua função de equilíbrio, a consciência
pessoal, de modo semelhante à sua função de nos
ligar à nossa família, também serve tanto à vida
e à sobrevivência, como também serve ao oposto, se
determinados limites forem transgredidos. Aqui leva também à morte.
A consciência pessoal com referência ao vínculo, foi
a separação de outros grupos que pode levar a conflitos
graves, inclusive à guerra.
Com referência à necessidade do equilíbrio, é a
expansão dessa necessidade de equilíbrio quanto ao prejuízo
e ofensa mútuos, chegando até à vingança
mortal, por exemplo, a vingança pelo sangue.
A necessidade de expiação segue a mesma direção,
quando para expiar pelo sofrimento e prejuízo que causamos a outros,
também nos inflingimos um sofrimento, nos limitamos e nos prejudicamos.
Nesse contexto pertence também a expiação substitutiva.
Por exemplo, quando uma criança expia pelos pais, mas também
quando a mãe ou o pai espera de uma criança que ela expie
por eles. Por exemplo, quando fica doente ou morre no lugar deles, como
podemos observar muitas vezes nas constelações familiares.
Entretanto, isso acontece de forma inconsciente de ambos os lados, pois
aqui a consciência coletiva também é importante.
Contudo, sempre se trata de um equilíbrio, que se opõe à vida,
que a prejudica ou até mesmo a sacrifica – de boa consciência
ou com o sentimento de inocência.
Ao que precisamos prestar atenção nas constelações
familiares, para que fiquemos dentro dos limites da consciência
pessoal que está a serviço da vida? Precisamos ter deixado
para trás os limites da diferenciação entre o bom
e o mau. Se nas constelações familiares permanecermos na
esfera da consciência pessoal, por exemplo, quando junto com o
cliente rejeitamos outros, estaremos a serviço da vida de uma
forma limitada. Então, como essa consciência estaremos a
serviço, por um lado, da vida e por outro, da morte.
A consciência coletiva
A que devemos prestar atenção
nas constelações familiares em relação à consciência
coletiva?
Em primeiro lugar, que não excluamos ninguém nem em nossa
nem na família do cliente e que procuremos na família dele
e na nossa pelos excluídos, olhemos para eles com amor e os coloquemos,
com amor, em nosso coração. Podemos fazer isso somente
se tivermos deixado para trás a diferenciação entre
o bom e o mau e se também colocarmos as nossas crianças
não nascidas no nosso campo de visão, mesmo que isso seja
difícil para nós. Aqui é necessário tanto
a coragem como também a clareza.
Em segundo lugar, que nós nos atenhamos à hierarquia. Isto é,
que em primeiro lugar fiquemos conscientes de que através de nossa
ajuda nos tornamos temporariamente um membro da família do cliente.
Contudo, nós chegamos nessa família como o último
e por isso temos o último lugar dentro dela.
O que acontece, quando um ajudante se comporta como
se tivesse o primeiro lugar, até ainda antes e acima dos pais
do cliente? Ele fracassa. O cliente também fracassa, quando ele
fere a hierarquia e o ajudante talvez até o apóie nisso.
Por exemplo, quando junto com o cliente de uma ou outra forma se coloca
contra os seus pais.
A violação da hierarquia algumas vezes coloca a vida em
perigo também. Por exemplo, quando o cliente assumiu algo pelos
pais, o que não lhe competia, de acordo com a hierarquia. Então
algumas vezes, diz para seus pais: “Eu, no lugar de vocês.”
Também para o ajudante a violação contra a hierarquia
pode ser perigoso. Por exemplo, quando ele se arroga assumir algo pelo
cliente, algo que ele precisa carregar sozinho. Então se eleva
acima do cliente, como talvez acima dos seus pais e como o ajudante tenha
tentado fazer quando criança aos seus pais. Mas, principalmente,
quando o ajudante se arroga, que poderia virar o destino de um cliente
ou proteger o seu cliente.
Somente dentro da hierarquia o ajudante permanece em
sua força e o cliente encontra a solução que lhe é adequada,
aqui em sentido duplo.
Com referência à consciência coletiva só precisamos
ficar dentro dos limites que ela nos coloca nasconstelações
familiares, pois esses limites são amplos e abertos.
CONCLUSÃO
Nas constelações familiares a consciência
espiritual, através de seu amor por todos, nos conduz para além
dos limites da consciência pessoal. Também nos protege para
não desrespeitarmos os limites da consciência coletiva,
pois ela está dedicada a todos da mesma forma. Ela presta especial
atenção à hierarquia porque sabemos, quando seguimos
os movimentos do espírito, que somos todos iguais e equivalentes,
com todos no mesmo nível, embaixo.
Nas constelações familiares espirituais permacecemos sempre
no amor, sempre no amor total. Somente as constelações
familiares espirituais estão sempre a serviço, em todos
os lugares e unicamente a serviço da vida – e do amor – e
da paz. Texto de Bert Hellinger, distribuído durante o congresso
de Bert Hellinger “Was bleibt und geht”, em Reit im Winkl,
Alemanha, de 14 a 17 de dezembro de 2006.
Traduzido por Tsuyuko Jinno Spelter em 21 de abril
de 2007. |